O que veio com o mês das mulheres

O que veio com o mês das mulheres

Colaboração por Ana Beatriz Venâncio
Escreva, preta!

O 8 de março acompanhou minha primeira experiência universitária concreta. Semana da mulher na faculdade, veio com uma mochila jogando rosas, chocolates, “parabéns”, palestra, roda de conversa, questionamento, reflexão, perguntas e a falta de exemplos.

O ambiente acadêmico não é muito acolhedor para nós, mas persistimos neste, e foi o que fiz. Minha roda de conversa sobre mulheres da ciência citou nomes desde a Grécia antiga, a descoberta do genoma humano, até a corrida espacial, retratada em Estrelas Além do Tempo, e durante todo o tempo, eu me perguntei “por que não tem mulheres negras na ciência?”. Mesmo com o filme recém lançado, não houve UMA citação de cientista negra, pesquisadora, professora. Ninguém. Então a minha função foi essa.

Chegando em casa, o google foi uma ferramenta útil e me mostrou que na área da pesquisa, nos Estados Unidos, apenas o país que mais realiza pesquisas nas áreas tecnológicas, apenas 2% dos graduandos e pesquisadores são MULHERES NEGRAS. Aqui não seria diferente, e é por isso que me sinto na obrigação de ir atrás disso, e ser um possível exemplo.

Enquanto escrevo isso, Viola Davis comemora seu oscar, as notificações do facebook mostram a Beyonce como Oxum, Lauryn Hill ecoa “i gotta find Peace of mind”, que me serve de conselho e mando para todas aquelas que se encontram sem escolha nem parâmetros.

Parâmetros. Nos faltam os tais exemplos, as mensagem positivas, a força de execução que ecoa desde as letras de Oshun às nossas lutas diárias internalizando que o dia pode ser melhor, portanto, o desafio é este: sejamos nossos exemplos! Pergunte às suas amigas como se sentem, qual a sua relação com a rotina, com a escolha profissional, com a própria aparência.

Cada uma de nós uma força imensurável de potência, e se nos faltam exemplos positivos, então nós seremos os nossos, e produziremos mais exemplos e conteúdos que nos incitem a seguir, a criar, a inspirar, a fazer!

Pergunte em frente ao espelho “QUEM VOCÊ É? AONDE QUER CHEGAR? E O QUE EU VOU FAZER PARA ESTAR LÁ?”, e eu te garanto que as respostas vão ser boas, e a gente está aqui para te escutar, e executar. Juntas.

via GIPHY

 

Ana Beatriz Venâncio por Ana Beatriz Venâncio: “19 anos, faço bacharel interdisciplinar de ciências tecnológicas na ufabc, e eu sou entusiasta de tudo o que me deixa curiosa, desde as histórias do rap nacional às vidas das pessoas perto de mim, acho que eu escrevo pra me conectar com elas, nesse sentido.” (foto da autora no destaque)

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