Segunda edição do Enegrecendo a Comunicação e a importância da perspectiva racial

Segunda edição do Enegrecendo a Comunicação e a importância da perspectiva racial

Com o tema Racismo estrutural: o quanto a naturalização do racismo afeta você?, Leila Evelyn, estudante de Relaçoes Públicas, e Thais Borges, estudante de Jornalismo, promovem a 2a edição do Enegrecendo a Comunicação na FAPCOM – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, em São Paulo.

O evento contará com um cine debate a partir do documentário Negros Dizeres, do diretor Hugo Lima, e bate-papo com mediação da Relações Públicas, co-fundadora do blog Não Me Kahlo e co- autora do livro #MeuAmigoSecreto, Gabriela Moura, a fim de propor reflexões sobre as diferentes perspectivas do racismo estrutural que naturaliza atitudes racistas e ignora as vítimas.

Confira mais informações e inscrições na página do evento no Facebook.

17/Novembro, quinta-feira, às 19h00. GRATUITO
FAPCOM – R. Maj. Maragliano, 191 – Vila Mariana, São Paulo

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O primeiro Enegrecendo a Comunicação (2015) contou com a presença de profissionais da área para falarem sobre os desafios da produção acadêmica feita por militantes. (Imagem: Versátil RP)

A importância da perspectiva racial na Comunicação

Para falar da importância da perspectiva racial na comunicação, é necessário pensar a comunicação como a ferramenta poderosa que de fato ela é. Através desta ferramenta veiculada se estabelece realidades no imaginário social, lugares e pertencimentos.
No Brasil, os meios de comunicação custam caro ao povo negro, visto que estão em posse de poucas mãos, essas brancas, e que favorecem a si ao fazerem a manutenção de um status quo racista, patriarcal, e classista. No sentido das representações, nos vemos invisibilizados ou inferiorizados, mantidos nos mesmos lugares de pouca valorização social, e corpos objetificados, transformados em “coisa”.
Os meios de comunicação também justificam o genocídio de nosso povo à sociedade, que vocifera em coro que “bandido bom é bandido morto” e sabemos que esse discurso tem cor. Isto é racismo estrutural.

Pensar em enegrecer a comunicação é entender como os meios tradicionais nos são violentos, e como podemos usar essa ferramenta como transformação e engajamento social e político para o povo negro. Por isso eventos que abordam tal perspectiva na comunicação são de extrema importância para negros e não-negros.

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